Pesquisa e Desenvolvimento

Possibilidades de atividades de comunicação emocional entre bebês: um estudo à luz da teoria histórico-cultural

Esta dissertação é decorrente de investigação desenvolvida junto ao Programa de Pós Graduação em Educação da Faculdade de Filosofia e Ciências – Unesp/Marília-SP e à Linha de Pesquisa Teoria e Práticas Pedagógicas. Apresenta resultados de pesquisa surgida de indagações tais como: como os bebês de até um ano de idade aprendem? Como estabelecem relações com o adulto e com as outras crianças? Como professore(a)s de crianças pequenininhas, como devemos agir para que elas adquiram/desenvolvam capacidades especificamente humanas? adquiram/desenvolvam capacidades especificamente humanas? A partir dessas questões, emergiu o seguinte pressuposto de trabalho: ao nos relacionarmos com as crianças e planejarmos o tempo que a elas destinamos conversando e ouvindo-as, seja resolvendo um problema ou brincando, organizamos momentos insubstituíveis para a formação da sua inteligência e personalidade nos anos iniciais da vida. Orientadas por esse pressuposto, a pesquisa teve como objetivo central: identificar e compreender quais as possibilidades de atividades de comunicação emocional dos bebês, na idade entre 4 e 12 meses, considerando as condições concretas de educação (espaço, tempo, materiais, relacionamentos), organizadas por professoras de um Centro de Educação Infantil Municipal de uma cidade do interior paulista. Os procedimentos metodológicos envolveram levantamento bibliográfico, fotografias e filmagens de aspectos da prática pedagógica investigada. Defendemos que a Educação Infantil deve privilegiar a formação e o desenvolvimento da inteligência e da personalidade das crianças, buscando a efetivação de suas múltiplas possibilidades e capacidade para aprender, além de compreender que as práticas docentes concretizam-se a partir de vínculos afetivos e de relacionamentos entre adultos e criança, promotores de aprendizagem e formação cultural na infância. Do ponto de vista teórico, os resultados enfatizam que os bebês aprendem desde que nascem, com condições adequadas de vida e de educação. Um desses aprendizados se relaciona à comunicação emocional, por meio do choro, do sorriso, dos movimentos, dos gestos e do balbucio. As análises indicaram que os bebês aprendem com suas vivências e suas experiências, aprendem com o meio onde estão situados, com outras crianças, com objetos da cultura e adultos. Indicaram também que quando o professor age intencionalmente nas ações de cuidado e educação, o bebê pode estabelecer uma relação interpessoal com o adulto que cuida dele, possibilitando ações educativas motivadoras da satisfação das necessidades infantis, criando, nesse processo, novas necessidades humanizadoras. No entanto, as observações realizadas ainda parecem distantes dessas premissas. Nesse sentido, consideramos essencial que as instituições de Educação Infantil organizem espaços, tempos e materiais que promovam condições de aprendizagens motivadoras de máximo desenvolvimento das qualidades humanas nas crianças pequenininhas.

Trabalho original publicado em Repositório Institucional UNESP

Link: https://repositorio.unesp.br/handle/11449/123208

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