A preocupação com a delimitação do construto inteligência emocional foi a principal razão da realização deste trabalho, cujo objetivo foi investigar a validade convergente-discriminante de uma medida de inteligência emocional (MSCEIT), com medidas de personalidade (16PF) e inteligência (BPR-5). A coleta de dados envolveu 107 sujeitos de ambos os sexos, com idades de 17 a 60 anos (M=29,8; DP=9,9), funcionários de empresas de diversos segmentos do interior do Estado de São Paulo. Uma análise fatorial exploratória possibilitou a extração de seis fatores ortogonais (rotação varimax) que foram interpretados como relacionados à inteligência, ao neuroticismo, à área estratégica da inteligência emocional, à extroversão, à área experiencial da inteligência emocional e a uma tendência ativo-agressiva. A análise dos dados permitiu concluir que as medidas de inteligência emocional se apresentaram como um construto distinto das medidas tradicionais de inteligência e personalidade, que se referem à capacidade específica de processamento cognitivo com informações emocionais engastadas.
Artigo original publicado em PSICOLOGIA CIÊNCIA E PROFISSÃO




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