Antiquíssimo brocardo grego a ressonar nas diversas concepções formativas do humano. Nalguns momentos, içado à posição de pórtico balizador da ação desejada; noutros contextos, combatido como algo que impede a livre manifestação do agir autêntico.

Nessas alternâncias, não decai do posto de axioma. Reafirma-se nos intrigantes ‘paradoxos da autoconsciência’[1]. Na condição de máxima, exige um pensamento discursivo que o tome como ponto de partida e de chegada. Não há espaço para equívocos.

Nas inúmeras expressões de humanidade registradas nas culturas orais e escritas inspirou proposições possivelmente antagônicas, mas não ilegítimas ou inadequadas. Postas em perspectivas, todas reverenciavam o seu comando.

Se o aceito enquanto fundamento e meta da humanização, então poderia unificar todos os saberes e práticas educativas numa mesma tarefa formativa: nos emocionar.

[1]Expressão retirada da primeira parte do livro ‘Pedagogia Profana’, de Jorge Larrosa, Belo Horizonte: Autêntica Editora, p.29.