Mariana Marques Arantes


O diagnóstico das relações interpessoais entre professores e alunos na atualidade aponta um notório desgaste com casos de violência registrados entre professores, alunos e pais que tem sido reportados, inclusive, nas páginas policiais dos noticiários. Neste trabalho, problematizamos a qualidade das relações interpessoais no âmbito escolar procurando acrescentar mais razões para explicar as raízes deste problema do que a falta de estrutura ou os baixos salários. Baseados na teoria dos Quatro Quadrantes de Ken Wilber, consideramos que os sujeitos são mais complexos do que imaginam e não podem desprezar os aspectos intersubjetivos, culturais e sociais nas suas relações, priorizando apenas a objetividade e a racionalidade. Como somos seres integrais, há outras dimensões, além da mental, exercendo profunda influência em nosso modo de ser, sentir, pensar e agir. Portanto, é preciso ampliar este horizonte e entender sobre como aprender a respeito do manejo das emoções pode melhorar a qualidade de nossas relações. Partindo de uma perspectiva fenomenológica, investigamos no Banco Digital de Teses e Dissertações da CAPES o interesse da produção acadêmica sobre a temática, tendo em vista mapear o processo de inserção, manejo das emoções no campo da educação e indicando como foi tratada quanto aos contornos teóricos e preceitos metodológicos. Realizando uma pesquisa bibliográfica de cunho fenomenológico, descobrimos, apesar de haver uma carência significativa de disponibilidade de leitura eletrônica das obras, que os primeiros trabalhos brasileiros são de época semelhante aos dos Estados Unidos, país onde os estudos sobre aprendizagem emocional são mais antigos. Identificamos também que os pesquisadores têm apontado possibilidades de implantar programas que ensinem aos sujeitos sobre Educação Emocional e seus benefícios no estabelecimento das relações intra e interpessoais. Porém, o maior alerta está na negligência da relevante discussão teórica a respeito do constructo da emoção que é carregada de controvérsias quanto as suas origens, se biológica, cognitiva, híbrida ou integral. Usando a análise hermenêutica também estabelecemos um diálogo entre os trabalhos e a literatura para apontar contribuições do conhecimento acerca das emoções para melhorar a qualidade dos relacionamentos entre professor-aluno.

 

Publicação original: http://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/12883

 


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