Márcia Cristina Araújo Lustosa Silva


Num mundo globalizado, onde a sociedade supervaloriza o desempenho cognitivo, tem-se configurado uma tendência que consolida as teorias que entendem os seres humanos como sujeitos afetivos. Sendo assim, observa-se haver um eixo intelecto/afeto, que a capacidade de sentir emoções é indispensável para o estabelecimento de comportamentos racionais. Percebe se que as dificuldades na aprendizagem parecem ocorrer em consequência de um desequilíbrio, entre cognição ou afetividade, ou na relação entre ambos. Exemplificando, no que concerne à cognição, do ponto de vista
pedagógico, psicológico e psicanalítico, um indivíduo poderá apresentar dificuldades de aprendizagem em diversas áreas da educação, sobretudo, na matemática, por exigir um grande esforço cognitivo.
Diversas correntes psicológicas e sociológicas demonstram que ação e a razão correspondem as funções cognitiva impulsionadas pela estruturas mentais e aspectos afetivos. Nessa perspectiva, quando se menciona a capacidade cognitiva do ser humano ou a inteligência questiona-se a respeito da capacidade de aprendizagem do indivíduo diante do objeto do conhecimento. O presente artigo que tem como objetivo investigar a importância da afetividade na construção do processo de ensino-aprendizagem
da matemática, será fundamentado nas teorias de aprendizagem de Piaget, e Wallon que concebem como intrínseca a relação entre os processos cognitivos e afetivos no funcionamento psíquico humano. A metodologia empreendida foi de natureza qualitativa. Os instrumentos utilizados foram o Diagrama Afeto-Performance (DAP) de análise adaptada, desenvolvido por Silva e Teixeira (2009). Os resultados apontam o aspecto afetivo, assim como a relação entre professor e aluno, como variáveis fundamentais para determinar o processo de ensino-aprendizagem.

publicação original:

https://editorarealize.com.br/revistas/conedu/trabalhos/TRABALHO_EV056_MD1_SA4_ID8400_02082016180430.pdf

 


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